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Ritos de Passagem

A expressão "Ritos de Passagem" foi adotada por antropólogos e escritores europeus para definir todos os rituais e cerimônias que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade, sendo de caráter religioso ou não. Esses ritos estão presentes em todas as sociedades, desde a mais primitiva até os dias de hoje, principalmente nos clãs indígenas e em alguns pequenos grupos que mantiveram preservadas suas tradições, o conteúdo simbólico dos ritos é mantido intacto, acompanhando cada mudança de idade, de lugar, de estado ou de posição social e variando entre rituais religiosos sagrados, até a assinatura de papeis. Independente das particularidades da cultura a que estão ligados, todos esses ritos tem em comum o simbolismo de representarem uma transição de um estado a outro, onde a pessoa vai adquirindo novos conceitos, responsabilidades e hábitos, nova visão de mundo e se desenvolvendo em seu caminho de evolução e autoconhecimento.

Dentro de um contexto religioso, os ritos de passagem representam aos pontos culminates de uma longa jornada iniciática em direção a um novo estado de consciencia, onde se vai adquirindo cada vez mais conhecimento e prática, sempre em direção ao aprofundamento espiritual.

Voltando um pouco no tempo, nas sociedades antigas, determinados momentos importantes na vida de seus membros eram marcados por diversas cerimônias, nascimento, a chegada da idade adulta, o casamento e a morte, por exemplo, representavam a progressiva aceitação, transição e participação na sociedade pela qual estava inserido.

Geralmente, a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar, logo em seguida ao nascimento. Nesse rito, o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos, e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral. Seu nome, previamente escolhido, era então pronunciado para ele pela primeira vez, de forma solene. Alguns anos mais tarde, ao atingir a puberdade, o jovem passava por outra cerimônia.
Para as mulheres, isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação, marcando o fato que, entrando no seu período fértil, estava apta a preparar-se para o casamento.

Para os rapazes, essa cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. Ligadas, portanto, ao derramamento de sangue, essas cerimônias significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação), ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã.

Variadas cerimônias marcavam, ainda, a idade adulta. Entre os nativos norte-americanos, algumas tribos praticavam um rito onde a pele do peito dos jovens guerreiros era trespassada por espetos e repuxada por cordas. A dor e o sangue derramado eram, dessa forma, considerados como uma retribuição à Terra das dádivas que a tribo recebera até ali. Outras cerimônias seguiam-se, ao longo da vida. O casamento era uma delas, e os ritos fúnebres eram considerados como a última transição, aquela que propiciava a entrada no reino dos mortos e garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos.

Todas essas cerimônias, no entanto, marcavam pontos de desprendimento. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Muitas vezes, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia - ela era uma nova pessoa.

Todos nós passamos por isso ao longo da vida, diversas vezes, não importa se através de escolhas espirituais, assumindo compromissos e relacionamentos afetivos, saindo da casa dos pais, formando uma família, adquirindo uma nova posição social, vivenciando os ciclos naturais e biológicos de nossos corpos ou enfrentando situações marcantes e importantes que, de alguma forma, deixam marcas e nos modificam em algum nível.

Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. Batismo e festas de aniversário de 15 anos, por exemplo, são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. No entanto, a troca do símbolo pela ostentação pura e simples, acaba criando a desestruturação do padrão social.

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